Na época de Isaías, as pessoas freqüentavam o Templo,
mas para o profeta isso não basta, pois encher o Templo com iniqüidade e
solenidade é um erro enorme (1:10-20), isso porque as pessoas que levam
oferendas para Deus são as mesmas que não se importam em fazer o
direito (mishpât) funcionar, que não fazem justiça ao desprotegido órfão
e à abandonada viúva. Isaías, em um dos textos proféticos mais
violentos contra um culto que funciona só para mascarar as injustiças
que se cometem no dia-a-dia, pede aos príncipes de Sodoma e ao povo de - na verdade, de Jerusalém - para ouvirem a palavra de Iahweh:[2]
- 10 Escutem a palavra de Jeová, chefes de Sodoma; preste atenção ao ensinamento do nosso Deus, ó povo de Gomorra:
- 11 Que me interessa a quantidade dos seus sacrifícios? - diz Jeová. Estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de novilhos. Não gosto do sangue de bois, carneiros e cabritos.
- 12 Quando vocês vêm à minha presença e pisam meus átrios, quem exige algo da mão de vocês?
- 13 Parem de trazer ofertas inúteis. O incenso é coisa nojenta para mim; luas novas, sábados, assembléias… não suporto injustiça junto com solenidade. (1:10-13).
- 16 Lavem-se, purifiquem-se, tirem da minha vista as maldades que vocês praticam. Parem de fazer o mal,
- 17 aprendam a fazer o bem: busquem o direito, socorram o oprimido, façam justiça ao órfão, defendam a causa da viúva. (1:16-17)
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